"Pensar a cidade, pensar o edifício, pensar o móvel"
Le Corbusier escreveu que “quanto mais íntima for a nossa relação com um objecto, mais este se aproxima da nossa forma antropomórfica; quanto mais distante, mais tende para a arquitectura”. Siza Vieira é conhecido internacionalmente pelas suas obras arquitectónicas. A Igreja do Marco de Canaveses, o Museu da Fundação de Serralves, a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto ou o Pavilhão de Portugal na Expo’98 são alguns exemplos. Esta exposição revela uma faceta menos conhecida de Siza Vieira. As obras que se encontram expostas na Galeria Municipal de Arte desde o dia 11 de Julho, e que vão continuar até 30 de Setembro, denotam toda a proximidade minimalista que o artista estabelece entre diferentes formas artísticas evidenciando a fronteira ténue que as separa e a sua relação de dependência (cidade-edifício-móvel). Uma ideia de proximidade também entre o Homem e o objecto. Um contacto simples. Por vezes, secretamente, requintado com pitadas de humor. É exemplo disso o cinzeiro que abana numa alusão à conhecida marca de charutos Habana. Diferentes materiais - vidro, porcelana, plástico, madeira, cristal, aço, acrílico, prata (o material a que ultimamente Álvaro Siza mais se tem dedicado) – dão substância a cerca de 150 peças, datadas entre 1956 e 2002, que ilustram as diferentes facetas artísticas do autor. A simplicidade dos objectos transformada numa obra de arte: o relógio Rio Douro cor de prata, copos, castiçais, candeeiros, azulejos, um faqueiro, um decanter, a garrafa Barbosa Almeida, o cinzeiro Habana, latas de sardinhas, jarras, candeeiros, castiçais, uma miniatura da chaise long, uma original cruz... Objectos esses que completam o cenário mobiliário. Um estirador, um móvel de faqueiro, bancos, cadeiras, estantes, a cadeira Marco, a poltrona Serralves, um conjunto de sofá e mesa que compõem o cenário do programa Acontece. Tudo elementos-“recheio” que a arquitectura minimalista, natural e sóbria, de Siza Vieira não dispensa. Um design que deixa transparecer a personalidade e criatividade do seu autor internacionalmente reconhecido. Tudo fruto da sua vontade, quase compulsiva, de desenhar. «Uns jogam golfe, eu desenho. Liberta-me o espírito».
Motivos de ordem profissional, que o obrigaram a ausentar-se para o estrangeiro, impediram Siza Vieira de estar presente na inauguração prevendo-se, contudo, a sua comparência na data de encerramento.
Numa altura em que comemora 75 anos de elevação a cidade, Barcelos, depois de Leiria, é a segunda cidade portuguesa a receber esta exposição. Pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 10 horas às 12h30 e das 14h30 às 18 horas. Ao domingo, está aberta entre as 14 e as 18 horas. Para casa apenas poderá levar o catálogo da exposição e um dvd sobre as suas obras e projectos. A entrada é livre.
Motivos de ordem profissional, que o obrigaram a ausentar-se para o estrangeiro, impediram Siza Vieira de estar presente na inauguração prevendo-se, contudo, a sua comparência na data de encerramento.
Numa altura em que comemora 75 anos de elevação a cidade, Barcelos, depois de Leiria, é a segunda cidade portuguesa a receber esta exposição. Pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 10 horas às 12h30 e das 14h30 às 18 horas. Ao domingo, está aberta entre as 14 e as 18 horas. Para casa apenas poderá levar o catálogo da exposição e um dvd sobre as suas obras e projectos. A entrada é livre.
julho 2003