Com o fim dos Bauhaus em 1983 e a relutância de Peter Murphy em participar numa reunião, a Daniel Ash coube a decisão sábia de, juntamente com David J e Kevin Haskins, formar os Love and Rockets. Assim, não só se libertou do peso do nome da banda gótica, mas também experimentou uma nova sonoridade, despreendida do glam mais óbvio e do obscurantismo dos nichos do pós-punk. O nome Love and Rockets, retirado de um título de comics, aparece em 1985 com o primeiro álbum Seventh Dream Of Teenage Heaven. É um disco de essência rock repleto de laivos de electrónica pop, sem nunca comprometer o lado alternativo de um trio de músicos que passaram anos a viver do culto dos castelos e dos dráculas. Comprometem sim, a ideia de que os Bauhaus seriam uma banda esgotada em si mesma, cada vez mais num beco sem saída para lá dos ambientes teatrais. Aqui fica o testemunho de que há muito para lá dessa ideia e dos desígnios ensaísticos de Peter Murphy, claramente prisioneiro de ideias fechadas. Os Love and Rockets provam que há um outro mar a explorar e uma forma de reinventar as origens sem invocar demasiados góticos óbvios. Aqui fala-se do instrumental que encerra o disco, Saudade, que poderia muito bem fazer parte dos melhores momentos da 4AD em playlists infinitas pela noite dentro.
8.9.13
Discos Voadores: Love And Rockets - Seventh Dream Of Teenage Heaven
Com o fim dos Bauhaus em 1983 e a relutância de Peter Murphy em participar numa reunião, a Daniel Ash coube a decisão sábia de, juntamente com David J e Kevin Haskins, formar os Love and Rockets. Assim, não só se libertou do peso do nome da banda gótica, mas também experimentou uma nova sonoridade, despreendida do glam mais óbvio e do obscurantismo dos nichos do pós-punk. O nome Love and Rockets, retirado de um título de comics, aparece em 1985 com o primeiro álbum Seventh Dream Of Teenage Heaven. É um disco de essência rock repleto de laivos de electrónica pop, sem nunca comprometer o lado alternativo de um trio de músicos que passaram anos a viver do culto dos castelos e dos dráculas. Comprometem sim, a ideia de que os Bauhaus seriam uma banda esgotada em si mesma, cada vez mais num beco sem saída para lá dos ambientes teatrais. Aqui fica o testemunho de que há muito para lá dessa ideia e dos desígnios ensaísticos de Peter Murphy, claramente prisioneiro de ideias fechadas. Os Love and Rockets provam que há um outro mar a explorar e uma forma de reinventar as origens sem invocar demasiados góticos óbvios. Aqui fala-se do instrumental que encerra o disco, Saudade, que poderia muito bem fazer parte dos melhores momentos da 4AD em playlists infinitas pela noite dentro.