Lou Reed, vocalista e guitarrista dos Velvet Underground, morreu hoje com 71 anos. São imensas as canções, as letras de poesia simples e mordaz, a guitarra algures entre três acordes (quatro, aliás) e as experiências sónicas, os cortes de cabelo entre andrógino e o foda-se, álbuns que vão do Metal Machine aos drones meditativos de Hudson River, as colaborações que culminam num improvável Lulu com os Metallica. Lou Reed nunca foi de muitos amigos. Aprendeu melhor do que ninguém o ofício de colocar as palavras e os acordes no sítio, a voz no registo perfeito, sendo falada quando preciso, e com todos os trunfos que um tipo singular pode ter, abriu alas a um talento único para compor músicas pop perfeitas. Com o passar dos anos tornou-se um guru cujo trabalho seria sempre sinónimo de qualidade e renascimento. É importante que se diga que destes há poucos: verdadeiros escritores de canções.
Aqui fica uma escolha do momento: