Neste artigo da WIRE, Clive Bell fala-nos de caixas de música e na sua eficácia em fazer bem uma coisa só. O destaque vai para a katarynka dos polacos Male Instrumenty, um dos mais interessantes colectivos que opera com brinquedos e outros instrumentos esquisitos. Vi-os há cerca de três anos na primeira parte de um guru dos instrumentos improváveis, Pierre Bastien. Sem dúvida alguma um dos melhores concertos que ouvi em Londres. Ao ler este artigo fiquei com algumas ideias para rúbricas de investigação: uma dedicada a músicos que tocam com brinquedos (Pascal Comelade, Pierre Bastien, Male Instrumenty, e tantos outros habitantes da cena improvisada); outra, talvez mais vasta, dedicada à colecção de instrumentos esquisitos, no qual se podem incluir também brinquedos, evidentemente. Ambas as ideas me soam exaustivas. Deve certamente existir um mundo infindável de peças por descobrir. O difícil talvez seja mesmo conseguir balizar os objectos. O que é que define um brinquedo? Será o FM3 um brinquedo ou outra coisa qualquer? Até que ponto e quando é que um instrumento esquisito se torna uma escultura sonora? O que é que os distingue?
Talvez o melhor seja começar a coleccionar estes objectos aqui no blog, em posts curtos, e mais para a frente escrever algo mais analítico sobre as suas utilizações e enquadramentos artístico-musicais. Muita coisa há certamente a descobrir. O importante agora é definir as rúbricas: a primeira pode chamar-se simplesmente instrumentos esquisitos e deve excluir os brinquedos mais óbvios; a segunda pode ter como título algo mais castiço, tipo brinquedos educativos.