31.12.13
30.12.13
2013
1. 2013 não foi um ano de ver muitos concertos. Mas não foi por isso que deixou de ser interessante. O último do ano foi o dos Tape no Café Oto, uma daquelas bandas que queria ver há já algum tempo. Vi os Winged Victory For The Sullen pela terceira vez e os Mountains pela segunda vez. Sem dúvida três bandas que são cada vez mais o estilo que tenho procurado ouvir cada vez mais. Não é difícil de ver o que eles têm em comum. Vi também um concerto do Mick Harvey bem ao perto no intimista Lexington (com primeira parte do Duke Garwood).
2. O arranjo de sons citadinos para a última música do álbum dos Dear Telephone, Taxi Ballad, foi algo que me deu algum alento na área de organização de sons no qual quero ser um aluno cada vez mais aplicado. É algo muito discreto e simples, mas penso que era exactamente isso que poderia caber num disco como aquele, considerado um dos melhores da cena portuguesa de 2013
3.Houve mesmo muito pouco tempo para vasculhar e editar gravações caseiras, e muito menos para fazer das edições da Guttapercha um acto contínuo. Ainda assim deu para lançar trim e pluviôse em nome próprio, para compilar corti001 e gutta004 e para deixar mais ou menos a meio o próximo registo de katzgraben (projecto em meditação) que tem saído muito lentamente em peças de vídeo separadas intituladas Stimmung.
4. 2013 foi também o ano de Frass e, num âmbito bem diferente, mais pessoal, de um discreto Vouga a ser projectado num evento da Art Assembly com participação da editora Touch (isto serviu um pouco como reflexão, talvez uma chamada para um trabalho mais concentrado nas imagens e na exploração sonora, sem dúvida uma área a explorar com verdadeira substância em 2014).
2. O arranjo de sons citadinos para a última música do álbum dos Dear Telephone, Taxi Ballad, foi algo que me deu algum alento na área de organização de sons no qual quero ser um aluno cada vez mais aplicado. É algo muito discreto e simples, mas penso que era exactamente isso que poderia caber num disco como aquele, considerado um dos melhores da cena portuguesa de 2013
3.Houve mesmo muito pouco tempo para vasculhar e editar gravações caseiras, e muito menos para fazer das edições da Guttapercha um acto contínuo. Ainda assim deu para lançar trim e pluviôse em nome próprio, para compilar corti001 e gutta004 e para deixar mais ou menos a meio o próximo registo de katzgraben (projecto em meditação) que tem saído muito lentamente em peças de vídeo separadas intituladas Stimmung.
4. 2013 foi também o ano de Frass e, num âmbito bem diferente, mais pessoal, de um discreto Vouga a ser projectado num evento da Art Assembly com participação da editora Touch (isto serviu um pouco como reflexão, talvez uma chamada para um trabalho mais concentrado nas imagens e na exploração sonora, sem dúvida uma área a explorar com verdadeira substância em 2014).
5. A escrita de 2014 foi andando em exercícios de gaveta e diários que só agora podem começar a fazer sentido. Talvez sejam os preparativos para algo mais concreto em 2014. Se o tempo o permitisse, um livro e uma tradução seriam uma certeza. Por enquanto mantêm-se um acto contínuo.
29.12.13
28.12.13
27.12.13
26.12.13
25.12.13
24.12.13
23.12.13
Prémio melhor verso de 2013 e, já agora, melhor disco do ano
Mama ate the pygmy
The pygmy ate the monkey
The monkey has a gift that he is sending back to you
The pygmy ate the monkey
The monkey has a gift that he is sending back to you
Prémio melhor verso de 2013 e, já agora, melhor disco do ano
Mama ate the pygmy
The pygmy ate the monkey
The monkey has a gift that he is sending back to you
The pygmy ate the monkey
The monkey has a gift that he is sending back to you
Odisseia This Is My Jam
O TIMJ é uma das melhores redes de partilha musical que anda por aí e dá vontade de ser cada vez mais um usuário presente diariamente. Quase a acabar o ano ficam aqui pouco mais de 30 minutos de excertos de tudo que aconteceu nessa partilha (e por vezes descoberta) durante 2013.
Odisseia This Is My Jam
O TIMJ é uma das melhores redes de partilha musical que anda por aí e dá vontade de ser cada vez mais um usuário presente diariamente. Quase a acabar o ano ficam aqui pouco mais de 30 minutos de excertos de tudo que aconteceu nessa partilha (e por vezes descoberta) durante 2013.
22.12.13
21.12.13
20.12.13
19.12.13
18.12.13
17.12.13
16.12.13
15.12.13
14.12.13
prémio banda-sonora para um filme imaginário
Mountains - Centralia (Thrill Jockey)
Centralia é uma cidade fantasma em Pennsylvania e toda esta arquitectura sonora da dupla Holtkamp e Anderegg é uma autêntica avalancha em câmara lenta de detritos e lava a compor uma banda-sonora imaginada para espaços desertos e edifícios abandonados. Surge primeiro como um todo envolvente, depois com algumas cores acústicas que espreitam entre camadas densas de electrónica modular, e mais para a frente num aglomerado energético poderoso e devastador. Tudo é subtil: texturas, melodias, a composição. A electrónica e acústica tocam-se, embrulham-se, mas nunca se diluem uma na outra. Formam um todo compacto rico que prova que no drone há muito mais do que uma palavra singular.
prémio banda-sonora para um filme imaginário
Mountains - Centralia (Thrill Jockey)
Centralia é uma cidade fantasma em Pennsylvania e toda esta arquitectura sonora da dupla Holtkamp e Anderegg é uma autêntica avalancha em câmara lenta de detritos e lava a compor uma banda-sonora imaginada para espaços desertos e edifícios abandonados. Surge primeiro como um todo envolvente, depois com algumas cores acústicas que espreitam entre camadas densas de electrónica modular, e mais para a frente num aglomerado energético poderoso e devastador. Tudo é subtil: texturas, melodias, a composição. A electrónica e acústica tocam-se, embrulham-se, mas nunca se diluem uma na outra. Formam um todo compacto rico que prova que no drone há muito mais do que uma palavra singular.
13.12.13
Os discos de 2013
Ando às voltas com os discos de 2013 e creio que apenas ouvi bem meia dúzia deles. Os outros são apenas títulos e capas, de gente que admiro, uns mais do que outros, que ouvi na diagonal enquanto fazia outra coisa qualquer. Se pensar em discos que ouvi repetidamente são talvez 3 ou 4. Os outros surgem como fragmentos onde apenas uma ou outra música me prende. Não sei se neste tempo de cultura de distração prestamos tanta atenção ao álbum como o objecto que se ouve como um todo. Dantes não ouvíamos todos os discos do ano porque não tínhamos acesso a eles de uma forma tão imediata. Hoje, por muito que queiramos, não conseguimos absorver assim tanta informação. Se por um lado o tempo não é assim tanto como parece, por outro a degustação continua a ser (e deve ser) lenta. Ouvir mais de dez discos como deve ser é impossível. Não existe tempo para tanto.
Voltando à questão inicial, de andar às voltas com as escolhas de 2013, e antes de anunciar seja o que for, é importante dizer o seguinte: por norma, não sou eu que escolho os discos, eles escolhem-me a mim. Explico: escolho os artistas que me dou a ouvir, sou um primeiro filtro, mas são depois os disco que se agarram. Às vezes nem são artistas que me dizem muito, nem álbuns muito bons. São músicas e gravações que apareceram no momento certo, no estado de espírito certo, na viagem de comboio certa, depois do concerto certo, no domingo ocioso certo. É nisto que baseio as escolhas primordiais de 2013: os álbuns que ouvi muitas vezes do princípio ao fim por pura correnteza. O que posso fazer depois disso é listar alguns dos discos que não tive tempo para ouvir em 2013 (talvez o faça em 2014), ou aqueles dos quais posso extrair uma ou duas músicas importantes, ou ainda aqueles que ouvi assim de relance e que decerto me vão escolher um dia destes. Mais: o ano ainda não acabou e o natal é sempre uma altura em que muita música toca.

Voltando à questão inicial, de andar às voltas com as escolhas de 2013, e antes de anunciar seja o que for, é importante dizer o seguinte: por norma, não sou eu que escolho os discos, eles escolhem-me a mim. Explico: escolho os artistas que me dou a ouvir, sou um primeiro filtro, mas são depois os disco que se agarram. Às vezes nem são artistas que me dizem muito, nem álbuns muito bons. São músicas e gravações que apareceram no momento certo, no estado de espírito certo, na viagem de comboio certa, depois do concerto certo, no domingo ocioso certo. É nisto que baseio as escolhas primordiais de 2013: os álbuns que ouvi muitas vezes do princípio ao fim por pura correnteza. O que posso fazer depois disso é listar alguns dos discos que não tive tempo para ouvir em 2013 (talvez o faça em 2014), ou aqueles dos quais posso extrair uma ou duas músicas importantes, ou ainda aqueles que ouvi assim de relance e que decerto me vão escolher um dia destes. Mais: o ano ainda não acabou e o natal é sempre uma altura em que muita música toca.
- Nick Cave & The Bad Seeds - Push The Sky Away
- Bill Callahan - Dream River
- Mountains - Centralia
- Brokeback - Brokeback and the Black Rock
- Low - The Invisible Way
- Mark Kozelek & Jimmy LaValle - Perils From the Sea
- Lubomyr Melnyk - Corollaries
- Yo La Tengo - Fade
- Pinkunoizu - The Drop
- My Bloody Valentine - m b v
- Julia Holter - Loud City Song
- David Bowie - The Next Day
- Mark Kozelek & Desertshore - Mark Kozelek & Desertshore
- Mice Parade - Candela
- Mark Lanegan - Imitations
- Nils Frahm - Spaces
- David Lynch - The Big Dream
- The Flaming Lips - The Terror
- Mark Lanegan & Duke Garwood - Black Pudding
- Grouper - The Man Who Died In His Boat
- Tindersticks - Across six leap years
- Eluvium - Nightmare Ending
- Esmerine - Dalmak
- Mick Turner - Don't Tell The Driver
- Tim Hecker - Virgins
- The Fall - Re-Mit
- James Blackshaw & Lubomyr Melnyk - The Watchers
- L. Pierre - The Island Come True
- Mark Lanegan & Duke Garwood - Black Pudding
- The Marquis de Tren & Bonny Billy - SOLEMNS
- Mogwai - Les Revenants Soundtrack
- RocketNumberNine - MeYouWeYou
- Junip - Junip
- David Grubbs - The Plain Where The Palace Stood
- Date Palms - The Dusted Sessions
- Ceramic Dog - Your Turn
- Teho Teardo & Blixa Bargeld - Still Smiling
- Califone - Stitches
Os discos de 2013
Ando às voltas com os discos de 2013 e creio que apenas ouvi bem meia dúzia deles. Os outros são apenas títulos e capas, de gente que admiro, uns mais do que outros, que ouvi na diagonal enquanto fazia outra coisa qualquer. Se pensar em discos que ouvi repetidamente são talvez 3 ou 4. Os outros surgem como fragmentos onde apenas uma ou outra música me prende. Não sei se neste tempo de cultura de distração prestamos tanta atenção ao álbum como o objecto que se ouve como um todo. Dantes não ouvíamos todos os discos do ano porque não tínhamos acesso a eles de uma forma tão imediata. Hoje, por muito que queiramos, não conseguimos absorver assim tanta informação. Se por um lado o tempo não é assim tanto como parece, por outro a degustação continua a ser (e deve ser) lenta. Ouvir mais de dez discos como deve ser é impossível. Não existe tempo para tanto.
Voltando à questão inicial, de andar às voltas com as escolhas de 2013, e antes de anunciar seja o que for, é importante dizer o seguinte: por norma, não sou eu que escolho os discos, eles escolhem-me a mim. Explico: escolho os artistas que me dou a ouvir, sou um primeiro filtro, mas são depois os disco que se agarram. Às vezes nem são artistas que me dizem muito, nem álbuns muito bons. São músicas e gravações que apareceram no momento certo, no estado de espírito certo, na viagem de comboio certa, depois do concerto certo, no domingo ocioso certo. É nisto que baseio as escolhas primordiais de 2013: os álbuns que ouvi muitas vezes do princípio ao fim por pura correnteza. O que posso fazer depois disso é listar alguns dos discos que não tive tempo para ouvir em 2013 (talvez o faça em 2014), ou aqueles dos quais posso extrair uma ou duas músicas importantes, ou ainda aqueles que ouvi assim de relance e que decerto me vão escolher um dia destes. Mais: o ano ainda não acabou e o natal é sempre uma altura em que muita música toca.

Voltando à questão inicial, de andar às voltas com as escolhas de 2013, e antes de anunciar seja o que for, é importante dizer o seguinte: por norma, não sou eu que escolho os discos, eles escolhem-me a mim. Explico: escolho os artistas que me dou a ouvir, sou um primeiro filtro, mas são depois os disco que se agarram. Às vezes nem são artistas que me dizem muito, nem álbuns muito bons. São músicas e gravações que apareceram no momento certo, no estado de espírito certo, na viagem de comboio certa, depois do concerto certo, no domingo ocioso certo. É nisto que baseio as escolhas primordiais de 2013: os álbuns que ouvi muitas vezes do princípio ao fim por pura correnteza. O que posso fazer depois disso é listar alguns dos discos que não tive tempo para ouvir em 2013 (talvez o faça em 2014), ou aqueles dos quais posso extrair uma ou duas músicas importantes, ou ainda aqueles que ouvi assim de relance e que decerto me vão escolher um dia destes. Mais: o ano ainda não acabou e o natal é sempre uma altura em que muita música toca.
- Nick Cave & The Bad Seeds - Push The Sky Away
- Bill Callahan - Dream River
- Mountains - Centralia
- Brokeback - Brokeback and the Black Rock
- Low - The Invisible Way
- Mark Kozelek & Jimmy LaValle - Perils From the Sea
- Lubomyr Melnyk - Corollaries
- Yo La Tengo - Fade
- Pinkunoizu - The Drop
- My Bloody Valentine - m b v
- Julia Holter - Loud City Song
- David Bowie - The Next Day
- Mark Kozelek & Desertshore - Mark Kozelek & Desertshore
- Mice Parade - Candela
- Mark Lanegan - Imitations
- Nils Frahm - Spaces
- David Lynch - The Big Dream
- The Flaming Lips - The Terror
- Mark Lanegan & Duke Garwood - Black Pudding
- Grouper - The Man Who Died In His Boat
- Tindersticks - Across six leap years
- Eluvium - Nightmare Ending
- Esmerine - Dalmak
- Mick Turner - Don't Tell The Driver
- Tim Hecker - Virgins
- The Fall - Re-Mit
- James Blackshaw & Lubomyr Melnyk - The Watchers
- L. Pierre - The Island Come True
- Mark Lanegan & Duke Garwood - Black Pudding
- The Marquis de Tren & Bonny Billy - SOLEMNS
- Mogwai - Les Revenants Soundtrack
- RocketNumberNine - MeYouWeYou
- Junip - Junip
- David Grubbs - The Plain Where The Palace Stood
- Date Palms - The Dusted Sessions
- Ceramic Dog - Your Turn
- Teho Teardo & Blixa Bargeld - Still Smiling
- Califone - Stitches
12.12.13
11.12.13
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